sábado, 22 de agosto de 2009

Viagem ao Rio de Janeiro - 15/08/2009

Dia 15/08/2009, sábado. Acordei sabendo que a noite estava garantida. Afinal, era o casamento de Mafalda e André, motivo primeiro que motivou a minha viagem ao Rio de Janeiro e pelo qual aproveitei para tirar umas férias e conhecer a cidade maravilhosa.

Pois bem, acordei um pouco mais tarde que de costume, 09:30h. Tomei banho, café da manhã e decidi que iria à Niterói conhecer o Museu do Niemeyer, mas antes precisava fazer a barba para estar com boa aparência para o casamento. Achei um barbeiro próximo ao Hostel, porque eu mesmo não faço a minha barba, é muito chato. O cara também não foi aquelas coisas, me deixou alguns cortezinhos no pescoço, mas está valendo. Depois de ter feito a barba, voltei ao Hostel e peguei meus badulaques para ir rumo à Niterói. Peguei uma van na praia de botafogo. Enquanto a van cruzava a ponte Rio-Niterói, eu tirava algumas fotos e conversava com uma simpática senhora que sentara ao meu lado. Ela me aconselhou a voltar para o Rio de barca. Anotei o conselho. Além disso, ela me falou de alguns lugares legais em Niterói para se conhecer. Depois de cruzados os 14Km da ponte, cheguei à Niterói, mas ainda não era hora de descer. A senhora desceu, todo mundo foi descendo e eu havia avisado ao motorista para me avisar quando chegasse próximo ao museu. Subiu ainda uma outra senhorinha, cerca de 70 anos, super simpática e fiquei conversando um bom tempo com ela. Todo mundo desceu e só eu fiquei. Por que? O motorista esqueceu de me avisar, viadinho! Desci e ele me disse qual ônibus deveria pegar para voltar. Desencanei e peguei um táxi. Gastei R$16,00 para chegar no Museu. Tá valendo, como disse na outra postagem, é o tipo de coisa que se faz uma vez na vida mesmo...

Chegando ao museu tirei muitas fotos da arquitetura e de vista que se tem lá de cima. Comprei o ingresso - R$4,00 - e entrei para ver as exposições da arte contemporânea brasileira. Tá bom, eu não entendo muito de artes. Algumas pareciam claramente passar mensagens de protesto. Outras, não entendi nada! Mas está valendo pela beleza, tirei muitas fotos e fiquei cassando os monitores para que tirassem fotos de mim, pois dessa vez não conheci ninguém que pudesse fazer o tour comigo, estava realmente sozinho, na companhia apenas do meu Deus, que me acompanhou a viagem toda e é companhia mais do que suficiente. Tá certo que alguém para compartilhar os momentos e fazer comentários (adoro isso!) é fundamental, mas...

Depois de quase uma hora no museu para ver todas as artes e depois tirar algumas fotos da paisagem, decidi voltar para o Rio. Me informei que deveria pegar um ônibus que passava em frente ao Museu e descer onde pegaria a barca. Fiz isso. Ao descer em frente a estação da barca, comprei o ingresso - R$2,50 - e aguardei a partida. Esperei todo mundo entrar quando a barca chegou, não queria ir sentado, queria tirar fotos e foi o que fiz, várias delas enquanto viajava de volta ao Rio de Janeiro. Chegando do outro lado, procurei onde pegar o ônibus para botafogo. Era um lugar meio estranho, parecia o centro de São Paulo, com ruas estreitas, lojas pequenas e galerias enormes com vários andares e muito comércio ambulante. Me senti em casa, mas estava perdidão. Enfim consegui uma informação consistente com o vendedor de pipocas: deveria ir até a rua Rio Branco e pegar o ônibus para a praia de botafogo. Foi o que fiz.

Chegando no Hostel, estava morrendo de fome, era 15:00h já e precisava comer para me arrumar para o casamento. Antes disso, encontrei meus companheiros da noite anterior, que não haivam saído do Hostel, estavam cansados. Esses gringos são moles mesmo! Peguei o e-mail de todos eles para entrar em contato - Marion, Corjan, Blake e Matthew. Fui almoçar num restaurante de esquina, dessa vez não fui ao shopping, mudar é bom. Comi um belo prato comercial: arroz, feijão, macarrão alho e óleo, farofa, contra-filé, ovo frito e uma coca-cola com limão e gelo (clássica!). Fiquei ali um tempo em umas mesas na parte de fora do restaurante, ao ar-livre. Comendo, assistindo Caldeirão do Hulk que passava na TV e apreciando a paisagem bem de frente à praia. Mas o horário avançara e precisava me arrumar para o casamento que era às 19h.

Voltei para o Hostel, tomei um bom banho e comecei a me arrumar para o casamento. Ah, detalhe que havia me esquecido: no dia anterior eu liguei para Mafalda para pegar o endereço e confirmar o horário, pois esqueci o convite em casa. Depois de ter me arrumado, colocado o terno, gravata e toda a roupa de gala, desci até a recepção do Hostel e arrumei uma caneta para escrever um cartão que havia comprado para eles. Como o presente que levei foi um relógio de parede (clássico presente meu em casamentos), escrevi um texto para que eles refletissem, falava sobre o tempo!

Bem, saindo do Hostel, peguei um táxi e em menos de 15 minutos cheguei à igreja. Era 18:15h e a igreja estava vazia. Conheci um amigo do André de Goiânia - Leandro - que havia feito faculdade na Unicamp com ele. Ficamos conversando um pouco até que ele foi chamado para se arrumar com o resto dos padrinhos. Aí eu fiquei sozinho, sentado no banco, esperando a cerimônia começar. Até então não tinha visto ninguém conhecido, mas era questão de tempo. O casamento começou cerca de 19:30h. Os padrinhos entraram ao som da Águas de Março, André ao som de Here comes the sun. Logo depois veio Mafalda, entrando ao som de Only You. Diferente! Achei bem legal. Para que marcha nupicial?

A cerimônia foi acontecendo, o padre trouxe uma reflexão, aconteceu o momento das alianças, alguns amigos deram uma palavra, algumas canções de louvores foram tocadas e cantadas com a congregação e acabou. Mais ou menos 1h, foi rápido, mas muito bonito. Eu gostei! Ao sair, cumprimentei os noivos, felizes por confirmarem perante Deus o seu matrimônio. Hora da festa. Desci ao salão e sentei numa cadeira sozinho, bevendo um refrigerante e pesticando o que passava por lá, esperando que chegasse alguém conhecido. Passado um tempo apareceu Gustavo, amigo e violonista que conheci na Semana Mundo Unido.

Preciso fazer um parêntese e explicar de onde conheço Mafalda, André, Gustavo e todo esse pessoal: a Danielle da minha igreja, namorada do Feijão, estuda com uma garota chamada Chiara, que é católica e faz do Movimento dos Focolares, que é um movimento dentro da igreja católica que tem como base de sua ideologia o texto de João 17.21: "Pai, que todos sejam um!" A ideia - pelo menos de tudo o que apreendi até hoje - é uma abertura ao diálogo ecumênico e uma vivência mais profunda do amor cristão. Para isso eles tem mini-cidades chamadas de Mariápolis em que as pessoas moram por um tempo visando nutrir esses ideais e sentimentos. Bem, a Chiara nos convidou - eu, Feijão e Dani - para participar de uma Jornada de Jovens que iria acontecer numa dessa Mariápolis, no interior de São Paulo. Nós fomos, gostamos, conhecemos o movimento e algumas pessoas. Depois participamos da Semana Mundo Unido que eles fazem uma vez por ano. Foi aí que conheci Mafalda e começamos a conversar sempre via MSN e às vezes por telefone, desenvolvendo uma amizade muito bacana. Então, surgiu o convite para o casamento, que me deixou muito feliz e honrado. Não pude deixar de ir!

Voltando ao casamento, Gustavo me envolveu lá com o pessoal. Ficamos conversando a noite por um bom tempo, principalmente eu, Gustavo e Tiago - esse eu não conhecia, mas é super gente boa, música também. Falamos sobre diversos assuntos: trabalho, estudos, igreja, cristianismo, Evangelho, amizades, música. Quem me conhece sabe que quando pego para conversar, se me "der corda", a coisa vai longe. Foi muito legal. Depois disso, sotaram o som. Quer dizer, demorou um pouco porque o pessoal teve uns probleminhas técnicos, mas depois rolou. Dançamos um pouco com a galera. Dançamos naquelas né? Porque eu para dançar sou péssimo! Coitada da Mariana, que quis dançar forró comigo. Ela teve toda a paciência do mundo para me ensinar os passos, mas... Valeu! Era uma festa e foi divertido e animado.

Ao final da noite combinei com Gustavo de encontrar ele e o pessoal na praia no outro dia, pois iriam passar o domingo no Rio de Janeiro. Ótimo! Mais um dia que teria companhia. Afinal, já havia conhecido quase tudo o que havia programado no Rio.

Acabou a festa, despedi-me do pessoal e peguei um táxi de volta ao Hostel. Era 01:30h do dia 16/08 quando cheguei para descansar, já sabendo que iria curtir a praia no outro dia, algo que não tinha feito nos dias anteriores. Pois cá para nós: ir à praia sozinho ninguém merece não é mesmo? Ainda mais alguém que não é fã de praia como eu não sou.

Até a próxima postagem, que será do dia 16/08/2009.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Viagem ao Rio de Janeiro - 14/08/2009

Dia 14/08/2009, sexta-feira! Acordei sabendo que havia perdido meus dois companheiros de aventuras pelo Rio. Então, resolvi continuar minha saga carioca sozinho. Talvez conhecesse outras pessoas interessantes. Levantei, tomei banho, me arrumei, tomei café e peguei o ônibus com destino ao Cristo Redentor, conhecido ponto turístico do Rio de Janeiro e eternizado por Tom Jobim: "Cristo Redentor braços abertos sobre a Guanabara. Esse samba é só porque, Rio eu gosto de você..."

Chegando ao Cristo, procurei entender como funcionava as coisas por lá. Descobri que tinha duas opções: subir de bondinho ou de carro pelo pessoal da cooperativa que trabalha lá. Resolvi ir de carro porque eles faziam uma parada pelo Mirante Dona Marta e o Heliponto, locais ótimos para se fazer boas fotos. Era justamente o que eu queria! Mais uma vez acompanhado da minha companheira fiel: a câmera fotográfica.

Como subi de carro, obviamente não fui sozinho. Junto comigo foram Tânya e sua mãe (não lembro o nome dela). Elas são de Cabo Verde, África, mas Tânya mora em Santo André, faz faculdade aqui e sua mãe estava de férias no Brasil. Foi bom, pois fizemos o passeio todo juntos, muito divertido. Paramos primeiro no Mirante Dona Marta e depois no Heliponto - que são no mesmo local. Fizemos ótimas fotos e conversamos bastante. Seguindo a subida até o Cristo, chegamos até o local para pegar a van que nos levaria até o ponto mais alto. Pagamos R$13,00! Aliás, esqueci de dizer, a brincadeira toda saiu por R$40,00. Foram R$13,00 da van e mais R$27,00 do mini-tour de carro até lá em cima. Caro, mas quando eu vou fazer isso de novo né? Pouco provável! Esses locais só se vai uma vez na vida, então o gasto vale à pena...

Bem, pegamos a van e subimos a estradinha até o Cristo. Chegando lá, encaramos a escadaria de mais de 200 degraus, parando algumas vezes para boas fotos. Chegando lá em cima, vi toda aquela grandiosidade de uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Para tirar aquela foto clássica de braços abertos em frente ao Cristo foi dureza, haviam muitas pessoas e a concorrência foi grande. Enfim conseguimos! Eu tirei da Tânya, ela tirou de sua mãe e tirou de mim também. Aliás, Tânya é uma ótima fotógrafa, fez ótimas fotos minhas. Tá certo que o modelo não ajuda muito né? Mas ficaram boas... rsrsrsrsrsrsrs Fizemos algumas fotos da paisagem, da baía de Guanabara, Pão de Açúcar, Maracanã e todo o resto do Rio de Janeiro que dá para ver lá de cima. Foi ótimo!

Depois de um bom tempo de fotografias decidimos ir embora. Pegamos a van e depois o carro para voltar até a terra firme. Chegando lá embaixo, pagamos e agradecemos ao Alexandre, motorista que nos levou até lá e foi muito atencioso. Paramos no ponto de ônibus e esperamos o que iria para Ipanema. Demorou, mas veio. Demorou mais ainda para chegar à praia, estava um trânsito terrível. Nada diferente de São Paulo, estou acostumado!

Chegando em Ipanema, me despedi da Tânya e sua mãe. Elas queriam ficar sentadas na praia e eu, andar pela orla. Na verdade queria arrumar um lugar para alugar uma bicicleta, mas fui informado que só acharia em Copacabana. Tudo bem, fui andando por Ipanema, fazendo algumas fotos, rumo ao Arpoador. Chegando lá, subi nas pedras e apreciei a paisagem. Não "vaguei na lua deserta das pedras do Arpoador" como disse Cazuza, pois era dia. Mas "faz parte do show..." eu curti o lugar e fiz fotos ótimas do mar, da vista, da praia, enfim...

Segui para Copacabana. Já eram quase 16h e estava morrendo de fome. Parei para comer um belo prato comercial: arroz, feijão, farofa, calabreza, coca-cola. Que delícia! Almoçar em frente à praia de Copacabana, naquele calor maravilhoso, com aquela paisagem linda. Como gostei daquele tarde. Naquele exato momento senti falta de uma boa companhia para jogar conversa fora, mas o destino quis que eu estivesse só. Talvez tenha sido melhor mesmo, pude pensar em muita coisa ali. Depois de ter almoçado e pagado a conta, caminhei por Copacabana sentido Botafogo. Num primeiro momento, pensei em ir a pé até o Hostel. Não era tão longe assim! Mas depois desisti e fui tomar um ônibus. Ah, antes de entrar no ônibus eu comi um churros, fazia tanto tempo que não comia um.

Chegando ao Hostel, descansei um pouco, tomei outro banho, estava suado e cansado e nada como um bom banho para relaxar. Daí fiquei pensando: "O que vou fazer essa noite? Será que volto à Lapa? Mas sozinho?" Pensei que pudesse ser o início do desgaste das minhas férias por não ter companhia. Mas tudo mudou quando na cozinha do Hostel conheci Marion e Corjan, casal holandês, de Amsterdã, que passavam férias pelo Rio de Janeiro. Algo que me impressionou é que os dois, tão jovens, já cursavam doutorado. Impressionante! Bem, conversei um pouco com eles e me convidaram para o show de uma banda que iriam assitir: Little Joy.

Fechou! Foi o que disse à eles com um certo olhar de espanto do outro lado. Foi um convite inusitado, resposta às minhas perguntas sobre o que fazer naquela noite. Nunca tinha asisitido o Little Joy ao vivo, apesar de gostar demais do Rodrigo Amarante desde os Los Hermanos - e todo mundo sabe disso...

Bem, só havia um problema: será que ainda teria ingressos? Fui na cara e na coragem. Antes de sair do Hostel, conhecemos dois novos hóspedes que haviam chegado à poucos minutos. Dois rapazes de Oklahoma, USA: Blake e Matthew. Convidamos e eles foram juntos. Tomamos um ônibus ruma à Lapa. O show era na Fundição Progresso, famosa casa de shows carioca na lapa, ao lado do Circo Voador. Chegando lá, encontramos com Paula, a amiga brasileira de Marion que havia convidado eles para o show. Sentamos numa mesa do lado de fora do bar e ficamos conversando um pouco. Confesso que não era tudo que entendia da conversa, pois meu inglês não é tão bom assim, ainda... Mas tudo bem, valeu pelas novas amizades. Depois de um tempo chegou Lívia, amiga de Paula, carioca, jornalista recém formada que trabalha na Rede Globo do Rio. Ela, de forma muito amigável, se ofereceu para ir comigo até a Fundição Progresso comprar o ingresso. E assim fomos. Chegando lá, comprei o ingresso e voltamos para onde estava o pessoal.

Quando cheguei lá, havia chegado outra garota, de nome que minha memória não me deixa lembrar. O que realmente lembro é que ela é do sul e artista plástica. Havia colocado suas obras num blog na web ou algo do tipo e o Rodrigo Amarante viu e gostou muito. Ela conversou com ele por e-mail e disse que estaria no Rio no dia do show do Little Joy. Ele a convidou para ir ao show, levando quem ela quisesse. Como Blake e Matthew não conseguiram comprar o ingresso porque não aceitavam cartões de crédito na bilheteria, combinamos de que eles tentariam entrar "na faixa" com ela. E não é que deu certo?

Depois de um tempo, já 01:00h do dia 15/08, estávamos todos nós lá dentro aguardando o início do show. O show começou e foi ótimo. Como sempre digo, o Amarante é muito performático no palco, muito bom! O som do Little Joy é muito legal, uma mistura de The Strokes, encarnado no seu baterista Fabrizio Moretti e Los Hermanos, encarnado no vocalista e guitarrista Rodrigo Amarante.

Curtimos o show, conversamos sobre gostos musicais, tiramos algumas fotos e, quando acabou, nos despedimos de Paula, Lívia e do resto do pessoal e voltamos - eu, Marion e Corjan - para o Hostel. Blake e Matthew? Sei lá... Acho que devem ter arrumado algumas cariocas para passar a noite com eles. Americanos safados!

Pegamos um táxi e chegamos rápido ao Hostel. Demorou um pouco porque para sair da lapa estava um trânsito lacasdo, isso às 03:00h da manhã. A galera estava em peso no point da noite carioca e com certeza aquela movimentação toda só acabaria ao nascer do sol.

Chegando no Hostel, me despedi de meus novos amigos e fui dormir, já pensando no que iria fazer no dia seguinte.

Até a próxima postagem, que será do dia 15/08/2009, dia do casamento da Mafalda e do André!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Viagem ao Rio de Janeiro - 13/08/2009

Dia 13/08/2009, quinta-feira! Na noite anterior, já havia combinado com Etiene e Waldson que iríamos visitar o Pão de Açúcar logo cedo e foi isso que fizemos.

Acordei 08h, tomei um bom banho, me arrumei e fomos tomar café. O café da manhã do Hostel era simples - leite, suco, café e pão francês com queijo e presunto - mas servia para deixar alimentado, pois quase todos os dias estava almoçando bem tarde. Bem, depois do café saímos com destino ao Pão de Açúcar. Pegamos o ônibus para a Urca e descemos na Av. Pasteur, bem próximo ao morro da Urca, onde pegaríamos o bondinho. Depois de comprar o ingresso, que aliás não é nem um pouco barato, R$44,00 por pessoa, entramos e pegamos a fila para aguardar a saída do bondinho. Subimos o primeiro bodinho até o morro da Urca. Lá de cima, tiramos várias fotos e relaxamos um pouco com uma vista maravilhosa. Depois, fomos pegar o segundo bondinho. Ah, esqueci de explicar, são dois: o primeiro sobe até o Morro da Urca e o segundo até o Pão de Açúcar. Ao chegar lá em cima a vista da cidade do Rio de Janeiro é maravilhosa, o que nos permitiu tirar várias fotos.

Lá em cima, conhecemos duas mulheres gaúchas de Porto Alegre, Simone e Aline, que estavam em férias na casa de uma amiga, também gaúcha, mas que morava no Rio de Janeiro. Elas haviam ganhado 13 ingressos para um espetáculo de humor em um teatro na Gávea e nos convidaram para ir junto com elas. Obviamente nós topamos. Afinal, quem está na chuva é para se molhar, não é mesmo? Pegamos o telefone delas para entrarmos em contato confirmando tudo.

Depois de tirar várias fotos e passar um bom tempo no Pão de Açúcar, resolvemos descer e ir até a Lagoa Rodrigo de Freitas. Como não sabíamos muito bem onde era e fomos informados que teríamos que pegar dois ônibus para ir até lá, já que estávamos em três, resolvemos ir de táxi. Chegando na Lagoa, procuramos um lugar para alugar uma bicicleta para andar por toda a ciclovia. Conseguimos! Alugamos as bicicletas por uma hora no valor de R$10,00 e fomos pedalando por toda a ciclovia em volta da lagoa. De um lado, a bela visão da lagoa e do outro, a vista da cidade do Rio de Janeiro, com carros passando e muitos prédios. Um paradoxo visual extremamente agradável para três turistas que não conheciam aquele local. É engraçado como as coisas são: para alguém que não conhece o lugar é tudo lindo, maravilhoso, uma novidade atrás da outra, mas para os moradores da cidade do Rio de Janeiro, principalmente os que moram perto da lagoa, o local deve ser tão comum que eles nem consideram como ponto turístico. Bem, andamos por toda a ciclovia em volta da lagoa, 7,5Km de extensão com algumas paradas para fotos. Como fazia um tempo lascado que não andava de bicicleta, eu cansei muito debaixo daquele sol escaldante do Rio! ahahahahahah

Depois disso, pegamos um ônibus para voltar ao Hostel e almoçarmos. Já era quase 16h e estávamos famintos. Chegamos no Hostel, deixamos as coisas lá e fomos ao Botafogo Praia Shopping almoçar. Logo após o almoço, como estávamos bem cansados, fomos dormir um pouco e combinamos que sairíamos 20h do Hostel rumo ao Shopping da Gávea, onde seria o espetáculo de humor que fomos convidados para assitir.

Saindo do Hostel, pegamos um ônibus para a Gávea. Esse ônibus é chamado de Metrô na Superfície, pois tem integração com o metrô e é um ônibus bem luxuoso, com bancos confortáveis, ar-condicionado e música ambiente. Após 15 minutos, descemos na estação da Gávea, em frente ao Shopping. Achei interessante um teatro no shopping, são poucos os que tem um. Porém, para a minha surpresa, o Shopping Gávea tem quatro teatros. É um local de elite! Tirei algumas fotos do hall de entrada do cinema, um lugar muito agradável. Passeamos um pocuo pelo shopping e quando foi cerca de 21h encontramos Simone, Aline e sua outra amiga que eu não lembro o nome. Ficamos conversando um pouco até podermos entrar no teatro e assitir o espetáculo. Como disse, era um espetáculo de humor, chamado Intimidades.com de um humorista chamado Renato Piaba. Eu achava que poderia ser engraçado, mas não tanto! Foram noventa minutos de gargalhadas efusivas. O cara é muito engraçado! No show, ele abordava as diferenças entre homem e mulher dentro de um relacionamento, seja ele namoro, casamento ou algum relacionamento casual. Dei muitas risadas. O Etiene ria de vez em quando e de vez em quando dormia. Penso que ele não entendia tudo, pois o Piaba utilizava muitas gírias e expressões que para um estrangeiro seria complicado de entender, mas ele gostou também!

Após o espetáculo, agradecemos as meninas que nos convidaram e fomos rumo à Lapa, conhecer os arcos e curtir um pouco da noite carioca. Pegamos um táxi, pois já era cerca de 23:30h. Chegando na Lapa, tiramos algumas fotos dos arcos e comemos um cachorro-quente numa barraquinha que lá havia. Eu nem gosto de comer coisas na rua né? rsrsrsrs

Fomos procurar algum local com boa música, onde pudéssemos sentar, beber alguma coisa e apreciar o som. A lapa é muito divetida! Tem vários barzinhos com som ao vivo, misturando todos os ritms e tribos urbanas. Lá, você acha o tipo de música que quiser, desde um bom samba de raiz, até um forrozão rastapé. Depois de andarmos um pouco pela lapa e procurarmos onde iríamos ficar, achamos o Acaso Bar. Um barzinho bem pequeno, mas que havia uma negrona cantando um samba maravilhoso. A voz daquela mulher era fantástica e o pessoal tocava legal. Ficamos ali até tarde da noite, fizemos umas fotos, uns videozinhos, comemos e bebemos alguma coisa e curtimos a noite carioca.

Cerca de 03h da manhã, já da sexta-feira, 14, resolvemos ir embora. Pegamos um táxi e voltamos ao Hostel. Antes de dormir, me despedi dos meus novos amigos e companheiros dos dois primeiros dias de aventuras no Rio. Eles iriam viajar logo cedo. Etiene iria paa São Paulo e Waldson para Salvador. Após isso fui dormir. Estava cansado, mas contente por estar de férias no Rio de Janeiro.

Até a próxima postagem, que será do dia 14/08/2009.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Viagem ao Rio de Janeiro - 12/08/2009

Este é a primeira postagem de minhas aventuras no Rio de Janeiro. Para quem não sabe, passei 6 dias de férias no Rio, do dia 12/08 à 17/08/2009.

Sai de São Paulo era 00:30h do dia 12/08/2009. Cheguei na rodoviária do Tietê eram 23h e fiquei esperando mais de uma hora, pois havia comprado as passagens via internet e não sabia se iria demorar para retirar. Como foi rápido, fiquei lá. Pelo menos a Viação Cometa tem uma sala VIP para os seus passageiros eserarem, o que fez passar otempo rápido. Na companhia de Marcelo Camelo, Litle Joy, Scorpions e outros que havia levado para escutar no meu MP3, aguardei ansiosamente o meu horário de embarque. Não havia comido nada naquela noite, pois quando fico ansioso ataca minha gastrite e é realmente complexo comer alguma coisa, não consigo!

O ônibus chegou, coloquei a mala no bagageiro e comigo foram um maleta que levei para carregar meus pertences como o MP3, a máquina fotográfica, pilhas, celular e um lanchinho, e meu companheiro inseparável de toda e qualquer hora principalmente em minhas viagens: o violão! O ônibus partiu e, ouvindo o MP3 peguei no sono e assim estive quase a viagem toda.

Cheguei ao Rio dia 12/08/2009 às 06:30h. Peguei um ônibus para a Praia de Botafogo, número 170. Desci na Praia de Botafogo em frente ao Botafogo Praia Shopping, é uma avenida que beira a orla. Na verdade são duas pistas: a que beira mesmo a orla é o Aterro do Flamengo. Cheguei ao Hostel, fiz o check-in preenchendo uma ficha enorme - eu estava morrendo de sono - deixei minhas coisas no quarto e fui tomar café da manhã. Após o café, fui dar uma volta na Praia de Botafogo. Não é um praia muito frequentada, pois ela é pequena e o formato não privilegia ficar na praia. Há muitos barcos ancorados na marina que tem nessa praia. Porém, ela é ótima para dar boas caminhadas à beira-mar. Eu, com a minha companheira fiel dessa viagem, a câmera fotográfica, caminhei pela orla e fiz algumas fotos. Após isso, como estava cansado da viagem, voltei ao Hostel e dormi até umas 14h.

Quando acordei, tomei um bom banho e fui almoçar no Botafogo Praia Shopping. Comi uma picanha grelhada (novidade né?!) num restaurante no terraço do shopping, com ótima vista para o mar. Dei um passeio pelo bairro de botafogo para conhecer o local onde estava. Descobri que bem próximo estava a Casa Ruy Barbosa, onde o escritor morou durante um tempo. Um ambiente muito agradável com um jardim onde pude sentar e tirar algumas fotos, foi um bom local para fazer a digestão do almoço e passar um tempo pensando na vida.

Voltando ao Hostel, descobri que haveria um jogo no Maracanã pela Copa Sulamericana, Flamengo e Fluminense. Ótima oportunidade para conhecer o Maraca. Eu fui! Paguei R$70,00 incluindo o translado e o ingresso (o cara foi buscar e levar no Hostel com uma Van). Conheci no Hostel dois rapazes que iriam assitir ao jogo também. Waldson, jornalista alagoano que estava de férias no Rio de Janeiro. Ele já havia passado por São Paulo e depois do Rio iria para a Bahia. Conheci também Etiene, francês, estudante de direito da pequena cidade de Nancy. Ele estava de férias no Brasil e já havia passado pela Bahia e iria para São Paulo depois. Note a coincidência: Etiene fazia o caminho inverso do Waldson e nos encontramos no Rio de Janeiro. Etiene namora uma brasileira, baiana, que estuda na França, mas ela ficou em Salvador com a família e ele foi conhecer o Rio e São Paulo.

Bem, fomos ao Maracanã juntos. Saímos cerca de 19:50h do Hostel. Na van, conheci um casal canadense de Vancouver, Jason e Priscila, que nunca haviam assistido um jogo de futebol em um estádio. Ah, detalhe: eu também não! rsrsrsrs

Conversando com eles, explicaram que o futebol é muito pouco popular no Canadá e nem campeonatos há. O esporte mais famoso do país é o hóquei no gelo. Chegamos ao estádio e ficamos aguardando a abertura dos portões, pois o jogo era 21:50h e chegamos lá não era nem 21h. Ao entrar no estádio, tiramos algumas fotos e ficamos aguardando o jogo começar. Haviam 16 mil pessoas no estádio, pouco para um Fla x Flu. Aliás, que jogo ruim! Zero a zero com algumas bolas na trave, mas muito pouca emoção. Para mim tudo bem, valeu por conhecer o Maraca não é mesmo? Coitados de Jason e Priscila, que na primeira vez que viram um jogo de futebol, no país do futebol, tiveram que assitir ao decadente futebol carioca.

Encontramos o rapaz da van na mesma esquina que ele nos deixou. Voltei ao Hostel e fui dormir sem comer nada. Não estava com fome. Isso era cerca de 01:30h já do dia 13/08/2009.

Até a próxima postagem, que será do dia 13/08/2009.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A vida não para...

Você já ouviu a música Paciência do Lenine? Se não ouviu eu recomendo que escute. Se ouviu, sabe que é ótima. Porém, estes dias estava ouvindo esta canção e parei para pensar nela de maneira mais profunda. Veja quantos questionamentos nos apresenta sobre nossa vida:

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para”

Há momentos na vida que preciso de mais calma. As circunstâncias pedem isto, o corpo precisa. Mas a vida? Ela não para, ainda mais na megalópole que vivemos.

“Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara”

O tempo acelera. Aliás, cada dia mais parece que o tempo passa mais rápido. Porém, é o mesmo tempo, mas a nossa vida está cada vez mais acelerada, cada dia mais agitada, cada vez mais atarefada, que parece que o tempo voa. Neste meio tempo nós nos esquecemos do valor que a nossa vida tem, pois ela é tão rara, e deixamos nos levar pela velocidade estonteante que a sociedade nos imprime. Precisamos trabalhar, estudar, crescer, lucrar, conquistar... Ah! Dá para parar e pensar um pouco? Pô! Nós marcamos hora para tudo. Até com os amigos para nos divertir.
Será que deveria ser assim mesmo? Não aguento mais!!!

“Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência”

Talvez não devesse ser assim, mas a loucura finge que tudo isso é normal. É, até podemos parar para pensar sobre isso. Mas quem quer saber? Deixa para lá, é normal, não vai fazer diferença nenhuma. Será?
Nesta toada, eu finjo ter paciência (a minha está quase no limite). Aliás, é isso que o mundo espera de nós ou será que nem isso?
O mundo espera alguma coisa de nós? Sim: produtividade, lucro, rentabilidade, etc..

“Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara”

Falta tempo para pensar, para meditar, para refletir sobre o rumo que a nossa vida tomou. Aliás, não temos esse tempo para perder. Mas quem lhe disse que pensar na vida é perder tempo? Quem lhe disse que parar um pouco e meditar é perda de tempo? Mas mesmo que não confessemos, nós temos isso internalizado, porque senão teríamos tempo para “perder” pesando nos rumos que a nossa vida vai tomando, se é que ela vai tomando algum rumo. Muitos ficam ao sabor do vento ou param no meio do caminho.
Se conseguíssemos mensurar o quanto a vida é rara, talvez o nosso dia-a-dia fosse menos louco e pudéssemos valorizar melhor a nossa vida!

Crises? Quem nunca teve crises? Precisamos encará-las com o peito aberto e expressar nossas opiniões. Aí, o mundo vai me pedir um pouco mais de calma. Eu sei disso...

Sabe o que faço? Eu finjo ter paciência!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pensar para que?

“Penso, logo existo!” - René Descartes

É muito comum nos dias atuais vermos a preguiça das pessoas em pensarem. Parece absurdo dizer isto, pois pela lógica não há ser humano que possa viver sem pensar. Se vivemos, obviamente pensamos. Digo preguiça, porque não poderia utilizar outra palavra. Incapacidade não pode ser, pois todos nós fomos dotados da consciência e a capacidade criativa que reflete a imagem de Deus em nós!

Mas então, porque será que muitos evitam colocar o cérebro para trabalhar?

No nosso tempo, as coisas estão cada vez mais fáceis. Com o avanço da tecnologia e dos veículos de comunicação, é muito cômodo deixar com que as pessoas pensem por nós e formem a nossa opinião por intermédio dos seus escritos e das suas imagens. A novela é a sala de aula da família brasileira. Os jornais e revistas muitas vezes manipulam a informação.

Então a proposta é deixarmos de assistir televisão, lermos jornais ou revistas e navegarmos na internet? Não! A proposta é seguir o conselho do apóstolo Paulo em 1Tess 5.12: “Examinai tudo e retende o que é bom”.

Mas como posso saber o que é bom se eu não penso nas informações que recebo?

Precisamos ter a consciência que é fundamental analisar o que recebemos, através dos valores da Palavra de Deus. Valores estes, que só serão internalizados se formos capazes de meditar na Bíblia e poder interpretá-la corretamente.

Você pode, através da EBD, das mensagens que são proferidas aos domingos e quartas-feiras, das leituras diárias da Bíblia e materiais de apoio e com a ajuda do Espírito Santo, que nos ensina tudo (1Jo 2.27), aprender dos valores que Deus nos ensina em Sua Palavra e, através deles, ser capaz de pensar, analisar, examinar o mundo à sua volta. Este é um exercício fundamental na vida de todo o cristão!

Pense! Não deixe que a correria do cotidiano transforme-o em alguém alienado da realidade.

Faça isso quando estiver assistindo televisão, lendo jornais ou revistas, navegando na internet, etc.. Veja se o que está sendo apresentado condiz com os valores que você aprendeu com a Bíblia. Se sim, aprenda com isto.

Desta forma, poderemos fazer a diferença na sociedade, tão carente de valores verdadeiros e de um sentido para viver que só pode ser encontrado em Jesus Cristo.

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Se eu não sei...

Uma nova amiga, Mafalda, escreveu uma poesia linda, que quero transcrevê-la e comentá-la:

se eu não sei...


deitei-me no silêncio do meu mundo
espalhei palavras através do vento
na esperança que a ti chegassem pela brisa
Mas não sei...

Será que deu certo a minha intenção...
sonhei quase acordada e tu estavas perto
segurando a minha pequena mão
mas não sei...

perto ou longe sinto aquela emoção
meus sonhos eu os vivo
cada passo sigo a minha intuição...
mas não sei...

espero anciosa pelo passar do tempo
o hoje é demorado e o futuro lento
agora eu sei.


Quem hoje em dia deita-se no silêncio do mundo? Aliás, que silêncio? Principalmente para quem vive em São Paulo.
E as palavras? Parecem que elas somem no emaranhado de imagens da cultura do visual em que vivemos.

A intenção vale, sonhar faz bem, é preciso, as pessoas esqueceram disto!
A espera instiga os sentimentos e faz com que o momento do encontro seja muito mais intenso.

Afinal, cada coisa a seu tempo! Mesmo que queiramos adiantá-lo ou atrasá-lo ele vai na velocidade que o percebemos: os bons momentos passam rápido e os maus pareçam que duram uma eternidade. Mas no fim, são o mesmo tempo cronológico. Só não o são emocional, espiritual psicologicamente.

Mas ao certo não sei. Ou será que sei? Quem sabe né?

Deixa o tempo passar e quando o ápice chegar, faça com que seja eterno. Não pelo tempo, mas pela intensidade do momento!